Alimentamos sonhos comendo pan e aire
as mentes som escáneres que exploram as fronteiras
aínda cando tropecem cada pouco nos muros
que nos cercam as vidas que nos cortam as azas
Devoramos imagems corpos anuncios tempo
paisagems auga terra madeira asfalto lixo
e tambem biográficas noticias estruturas
febras vidro metal caucho poliéster carne
Apenas abarcamos o ancho duma sombra
mas aínda somos quem de inventar novos deuses
temos os pés no barro sustrato inconsistente
mas as nossas neuronas morrem nunca se rendem.